Minha História na Costura - Maria Luiza

July 9, 2018

      Já que a história da Dona Gê já apareceu por aqui, vou contar um pouquinho sobre a minha história também. Claro que a minha não é tão emocionante, mas não deixa de ser legal.

      Meu nome é Maria Luiza e,claro, a primeira lembrança  com linhas e agulhas que tenho é dos meus avós. Das noites que eu passava com eles esperando meus pais me buscarem. Seu Walmor ficava horas e horas com as mãos pra cima segurando a linha do crochê da Dona Gelda para não criar nós. Não sei se os nós apareciam sozinhos ou se eu tinha alguma participação, mas depois de um tempo as mãos foram trocadas pelo banquinho da sala de cabeça para baixo e o Vovô  podia dar mais atenção pra mim.

     

 

Minha vida inteira foi cercada por artesanato. A Vovó Gêlda com o tricô e o crochê, a Vovó Dilma com as rendas de Bilro, os

 

bordados e as pinturas em tecidos e quadros, e minha mãe, com o ponto cruz, os enxovais de bebê e roupas pra mim e meus irmãos.

      Metida a querer fazer tudo que me aparece na frente, eu aprendi um pouquinho de cada coisa.

      Quando criança minha mãe tinha uma loja de enxoval de bebês, trabalhava no TCE e tinha 3 filhos pra cuidar. Para passar mais tempo com ela, nós invadíamos o atelier e ficávamos lá com ela e a Dona Tatá brincando de costurar, de bordar, o que fosse que ela nos desse pra fazer. Eu particularmente adorava a máquina de Overlock, parecia mágica uma máquina que costurava e cortava ao mesmo tempo.

      Depois de um pouquinho maior e de a loja fechar me distanciei um pouquinho do mundo do artesanato. Outros hobbies entraram em cena. Primeiro entrei no escoteiro, depois me apaixonei por futebol e só queria saber de ir aos jogos (já que coordenação para jogar não existe nesse corpinho).

 

      Quando chegou a hora de escolher o que cursar na Universidade estava perdida! Minha família inteira dizendo pra eu fazer Moda já que eu gostava de costurar, mas não achava que era pra mim. Fui cursar História. Para complementar a História decidi tentar o vestibular para Ciências Econômicas e passei. Acontece que me apaixonei por Economia. Saber como e porque as coisas acontecem e ver como elas afetam cada aspecto da nossa vida me encantou. Fiquei na Economia e tranquei História.

 

      Mas, para continuar sendo a Maria Luiza de sempre, eu tinha que ser a pessoa mais indecisa desse mundo. Então quando me formei não tinha decidido o que fazer. Se estudava para o serviço público, investia num trainee ou abria uma confeitaria (sim, mais um novo hobby que eu me apaixonei e, modéstia a parte, meu bolo/cupcake Red Velvet é o melhor do mundo).

      O artesanato foi a única constante nesse mundo de coisas e escolhas diferentes que foi minha vida até agora. Corte e costura, origami, kusudamas, tricô e crochê sempre fizeram uma aparição naqueles momentos livres.

 

      E agora que a Pesponto surgiu, o artesanato é o meu trabalho. E como já me disseram um milhão de vezes: “Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida”.

      Não podia ser mais verdade.

Beijo,

Maria Luiza Hulbert

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