Minha História na Costura - Gédna. Parte 2

 

Como prometido, vamos continuar Minha História na Costura. Para quem ainda não leu a primeira parte, é só dar uma olhadinha aqui.

      Terminei o último post com a dúvida na minha escolha profissional. Acabou que optei pelo Direito, onde até hoje sei ter feito a escolha certa. Fui muito feliz com ele. Mas, e sempre tem um mas, faltava alguma coisa.

       Na procura por uma ocupação, um hobby, acabei fazendo tricô, crochê, ponto cruz, bordados mil, tapeçaria e muitos, muuuuuitos curso de corte e costura. Sempre em contato com minha segunda mãe, minha amada Dona Carmem.

 

      Aos 17 anos entrei para a faculdade de Direito e queria ser independente financeiramente e então fiz concurso, passei e fui trabalhar em Banco. Terrível aquele trabalho. Sugavam a gente. Comecei a ir mal na faculdade e meu pai exigiu que eu parasse de trabalhar e me dedicasse apenas aos estudos. Ele me sustentaria.

      Mas, como fazer então para arranjar dinheiro? Óbvio, com minhas mãos!!!

      Na época, 1978, estava muito na moda trabalhos em tricô  e as lojas de lãs eram muitas. Então, mãos à obra. Fiz casacos de tricô para todo mundo. Família, amigos da faculdade e encomendas para amigos dos amigos. Acabava influenciando todos à minha volta que no fim se renderam e fazeram tricô comigo. Rede maravilhosa essa do boca a boca.

      Em 1981, me formei e em 1982 comecei a trabalhar como advogada e em seguida virei funcionária pública. Bons tempos! Esse tempo foi de vacas magras para as artes manuais. A idade e os “agitos” não deixavam tempo, e já não precisava delas para conseguir algum dinheiro. Decidi fazer outra faculdade, pois achava que não ia me adaptar a ser funcionária pública. Então comecei a fazer Pedagogia. Achava que tinha jeito para dar aula. Influência de minha mãe e minha irmã, é obvio. As duas foram professoras. Graças a Deus desisti. Vida sacrificada essa de professora.

      Em 1987 casei, e  o mundo se transformou. Minha casa! Nova! Tudo novo! E aí voltaram as necessidades de decorar, bordar, costurar…

      Em seguida a primeira filha. E a vontade cresceu ainda mais. Eu e minha mãe fizemos maravilhas pra minha menina. Tudo tricotado, “crochezado”, bordado, costurado, (sempre com minha eterna companheira, máquina de costura), enfim, tudo com muito amor ♥. 

Seu vestido de 1 aninho foi feito por sua vovó, minha mãe, em crochê e bordado. Tenho  até hoje, é esse da foto aqui ao lado.

 

      Até então morávamos em apartamento. Em 1991 construímos nossa casa, e novamente a necessidade/vontade de tudo novo. E lá fui eu pra máquina de costura novamente. Em seguida, em 1992 nasceu nossa segunda filha. E o mundo que já pendia para o rosa se tornou  “todo” cor de rosa.

      Minha segunda menina foi batizada por minha grande amiga, filha da D. Carmem e é óbvio que foi ela quem fez seu vestido de batizado que também tenho guardado até hoje. Estou começando a achar que gosto de guardar  coisas, apesar de alardear o contrário, pois tenho também guardado os vestidos das meninas que fiz ao longo de sua infância.

      Nesse tempo todo, costurando para a família e a casa, comecei a ter comichão, tenho sempre que ter alguma coisa em vista, a procura de um objetivo que me leve em frente, como diz minha amiga Bêlo, e então comecei a fazer trabalhos manuais também para dar de presente para amigas que tinham bebê.

      Mundo mágico este dos bebês. Quando vi estava inventando desenhos e cores e costurando tudo para eles. E assim em 1995, criei a Tintim por Tintim. Micro empresa dedicada ao enxoval para crianças.

      E como já falei de mais, o restante da história fica para o próximo post. 

      Beijos,

      Gédna ♥

 

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