Minha história na Costura - Gédna. Parte 1

June 24, 2018

     

       Como primeiro contato com vocês, decidimos nos apresentar e contar um pouquinho da nossa história na costura.

Como a minha história é maior, eu começo. 

      Meu nome é Gédna, nasci em Videira, interior de Santa Catarina. 

Minhas primeiras lembranças com a costura remontam a mais ou menos 1964, quando eu tinha por volta de 5 anos e minha mãe me comprava  cartelas de papel com desenhos pontilhados, onde se introduzia a agulha com linha e era como se costurássemos. Eu me sentia poderosa por poder fazer desenhos perfeitos e minha mãe me incentivava elogiando.

      Paralelamente a isso fui introduzida no mundo do crochê, com suas correntinhas, das quais saiam roupinhas de boneca e algumas outras coisas esquisitas que eu inventada com a ajuda de minha mãe e minha irmã.

      Aos 9 anos nos mudamos para Florianópolis onde moro até hoje e AMO esta cidade.

 

      Em março de 1970 conheci minha grande amiga até hoje e que se tornaria mais tarde minha comadre, pois batizamos a filha uma da outra. Passei a frequentar sua casa onde ela, então com 11 anos, era a mais velha de 5 irmão (mais tarde veio mais um). Amava aquela casa sempre cheia, com cheirinho de pão fresquinho, biscoitos e outras delícias, feitas quase que diariamente por sua mãe, D. Carmem.

 

      Mas o que eu mais gostava mesmo era de ficar olhando D. Carmem costurar. Tenho certeza que foi a partir dela que se deu minha paixão.

      Que mundo maravilhoso aquele. Cheio de cores e formas. De tecidos que iam pouco a pouco se transformando em peças de roupas para agasalhar ou simplesmente deixar alguém bonito.

      Santa D. Carmem. Criou seus filhos praticamente sozinha, pois seu marido estava sempre viajando a trabalho.

      Quando casei em 1987 foi ela que fez meu lindo vestido de noiva, que guardo até hoje. Nunca deixei minhas filhas brincarem com ele, pois sempre tive muito ciúme.

 

      E o mundo das agulhas foi crescendo. Na entrada na adolescência, quando já tinha as mãos maiores e conseguia segurar as agulhas de tricô, descobri também o mundo maravilhoso das lãs.

      Aos 15 anos pedi de presente de aniversário uma máquina de costura para minha mãe. Queria fazer minhas próprias roupas, pois para uma adolescente nada é suficiente. E com 3 irmãos as roupas eram repassadas e, claro, eu queria roupas “novas”.

      Ela me deu, mas com a ressalva de que eu não seria “costureira”, pois a vida seria muito sacrificada. Horas e horas em frente a uma máquina, que infalivelmente trariam dores nas costas e outras coisas.  Confesso que fiquei brava num primeiro momento, mesmo porque aos 15 anos não entendia como costurar iria me atrapalhar em alguma coisa na vida.

 

      Mas minha empolgação era maior. Saí a costurar tudo e todos. E quando digo tudo, refiro-me a roupas de cama, mesa e banho, roupas de gente e de boneca, roupas para meu cachorro etc., etc., etc.. Já quanto a todos, muitas vezes costurei meus dedos. E não feliz com isso, pedia ajuda de quem convivia à minha volta, e inevitavelmente acabavam sofrendo do mesmo infortúnio.

 

      Claro que tudo isso regado a muita risada e bronca por parte de minha mãe que ameaçava sempre tirar meu brinquedinho. Mas claro isso não passava mesmo de ameaças. Acho mesmo que ela adorava ver sua filha fazer estripulias ao tentar criar fosse o que fosse.

      Costurar era meu prazer maior. Com minha máquina eu ganhava o mundo. Eram tantas as possibilidades que me vi perdida na escolha.

      Adorava fazer fantasias de carnaval. Já inventei de tudo. E mais tarde fiz maravilhas para minhas filhas. De baianas a bailarinas, de pedrita a melindrosas. Tudo era motivo para costurar e inventar.

 

      Fui crescendo em meio a isso tudo. O que fazer primeiro? Fico só na costura de roupas ou me aventuro nas próprias bonecas, bichinhos, tapeçaria?

 

O mundo era o limite!

 

      Mas a entrada na vida adulta era inevitável e com ela as responsabilidades, a escolha da profissão que, é claro, não podia passar pela de costureira.

      Mas esta é uma história para outro post. Espero que tenham gostado até agora. Para vocês não enjoarem de mim, vou contando aos pouquinhos.

 

      Beijos,

Gédna 

 

  

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